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Você já ouviu falar da ISO/IEC 17050?

Atualizado: há 4 dias

A ISO/IEC 17050 é a norma que estabelece os requisitos para a Declaração de Conformidade do Fornecedor (Supplier’s Declaration of Conformity – SDoC). Em termos práticos, ela permite que a própria empresa declare formalmente que seus produtos, materiais ou serviços atendem a requisitos normativos, regulatórios ou especificações técnicas previamente definidas — com base em evidências objetivas, ensaios, controles e registros internos.


Diferentemente da ISO 9001, que estrutura um Sistema de Gestão da Qualidade certificado por terceira parte, a ISO/IEC 17050 está focada na responsabilidade direta do fornecedor pela conformidade (mas não impede que se tenha um sistema de gestão não certificado). Por isso, pode ser considerada uma alternativa mais enxuta quando o mercado, o cliente ou o ambiente regulatório aceitam a autodeclaração formal como mecanismo válido de garantia.


Quais são as vantagens?


  • Redução de custos com auditorias externas e manutenção de certificação.


  • Agilidade comercial, especialmente em cadeias de fornecimento dinâmicas.


  • Fortalecimento da responsabilidade técnica, pois a organização assume formalmente a conformidade.


  • Flexibilidade, podendo ser aplicada a produtos, lotes específicos ou serviços determinados.


Quais cuidados são necessários?


A autodeclaração não significa ausência de controle. Pelo contrário: exige robustez documental, rastreabilidade, critérios técnicos claros e evidências objetivas que sustentem a conformidade declarada. Caso contrário, o risco jurídico e reputacional pode ser significativo. A empresa precisa ter maturidade em seus processos, gestão de riscos e controle de requisitos aplicáveis.


Por que tem crescido como opção?


Cada vez mais empresas fornecedoras de bens, materiais, produtos e serviços — especialmente em mercados B2B — buscam modelos mais ágeis de comprovação de conformidade. Em cadeias globais, onde o time-to-market é crítico, a ISO/IEC 17050 surge como alternativa viável à certificação tradicional, desde que exista governança técnica consistente mas é importante confirmar com o cliente se é ou pode ser aceito como alternativa.











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há 2 dias
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Excelente matéria!

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